Wednesday, August 30, 2006

Maior realizador em actividade?


Tuesday, August 29, 2006

Luxury Lounge


Sir Ben

Sunday, August 27, 2006

Saldos


2,99 € (dois CDs+BD) + 4,00€ (um livro) + 9,95€ (um DVD). Há muito tempo que uma ida à FNAC não era tão proveitosa.

Wednesday, August 23, 2006

Live free or die



Acusação: ser gay

Veredicto: morte

Tuesday, August 22, 2006

Uma memória



'And I wandered if a memory is something you have or something you've lost.'

Tuesday, July 04, 2006

CocOno

O que dizer da actuação das Cocorosie que ontem encheu a Casa das Artes de Famalicão? Na primeira vez que as vi, há um ano e tal no Passos Manuel - com primeira parte de Antony, que pouco tempo depois se tansformaria numa star e deixaria de fazer a primeira parte de quem quer que fosse - deram-nos um concerto intimista e visitado por momentos de insólita beleza. Inteiramente baseado no seu único álbum à altura, o extraordinário La Maison de Mon Rêve, provaram porque eram um dos raros grupos verdadeiramente originais e mesmo desconcertantes a surgir nos últimos anos. Ontem tudo foi diferente: desde logo me irritou uma batida manhosa que insitiram em sobrepôr a tudo quanto era música, e que arruinou umas tantas e piorou todas. Não sei se a ideia era pôr o povo a bater o pé, mas se tal não bastasse até um rap (!) interpretaram - com dança correspondente da mana Bianca, no momento mais extravagante do concerto e que levou a multidão ao rubro... Mas houve mais: antes de acabar o concerto presentearam-nos com umas versões carnavalescas de umas musiquitas conhecidas (não me perguntem quais) e tivemos mesmo direito a uma espécie de momento de music hall! Mas o mais estranho de tudo foi a excêntrica sobreexposição de um dos dois elementos que acompanhavam as manas Casady: começou por dar nas vistas agarrando-se eróticamente, digamos assim, a Sierra quando ela cantava ou tocava piano, e às tantas já falava com o público, já cantava (teve mesmo direito a uma espécie de solo nos encores), já reinterpretava, enfim, um delírio. A mana Sierra embebecida cantava para ele, a mana Bianca não percebi bem: às tantas deu-me mesmo ideia que o mandou acalmar. Aí percebi o porquê da insólita inscrição estampada nos bilhetes: "DUO COCOROSIE/SIERRA E BIANCA CASADY". Acreditem em mim - o rapaz vai ser a Yoko Ono da banda.

Monday, July 03, 2006

palavras raras (I)

Num ensaio, o chefe diz-me para pronunciar uma palavra de um modo mais precioso.
Na aula de yoga, o professor diz-nos para passarmos de uma asana para outra polidamente.

Thursday, June 29, 2006

Costela Índia



Ontem ao ver o 'Tesouro de Sierra Madre' (muito bom), houve uma cena que me chamou a atenção. Dois ou três Índios (mexicanos), vêm pedir ajuda a um grupo de brancos porque um dos seus miúdos está às portas da morte. Mas antes sentam-se à volta da fogueira, trocam tabaco com os nossos protagonistas, e só depois abordam o assunto. Walter Huston (o pai do realizador John e que aqui ganhou o Oscar de melhor actor secundário) explica a Humphrey Bogart que para os Índios é uma falta de educação ir direito ao assunto. E eu fiquei a pensar que este blog tem uma costela Índia...

Wednesday, June 28, 2006

Recomendação

Um amigo disse-me em tom depreciativo: 'O último disco do Stuart Staples é igualzinho aos dos Tindesticks'. Claro que fui logo a correr comprá-lo.

Curb your enthusiasm

Até há pouco tempo, eu partilhava alegremente daquele lugar comum que reza que o mundo se divide entre as pessoas que têm sentido de humor e as que não têm. Agora acho que isso não basta. O mundo divide-se entre os que são fanáticos do Larry David e os que não são. Não garanto que os primeiros sejam todos boas pessoas - longe disso. Mas há uma grande probabilidade de eu me poder dar bem com eles.

Tuesday, June 27, 2006

Natalie




"Her beauty is by now so extreme that its sole purpose is the feeding of obsession."

New Yorker critic Anthony Lane on Natalie Portman

Life is so fucking hard even when it´s easy (III)

Bom, mataram mesmo o homem. Poor Nate. E, claro, poor Brenda. Como Brenda resumiu exemplarmente, Nate morreu enquanto fodia até à morte com outra, traindo-a a ela, sua mulher, grávida da sua filha, e que criava a filha dele e de outra mulher. E o pior é que ela não pode descarregar sobre ele, tem que ficar com esta espinha atravessada na garganta para sempre. Ou desabafar com fantasmas, o que, convenhamos, não é muito são.

Da sabedoria

'Madame Sosostris, vidente famosa,
Constipou-se bastante, e no entanto
É tida pela mais sábia mulher da Europa,
Com um perverso baralho de cartas.'

in 'A Terra sem vida' ('The Waste Land'), T.S.Eliot, tradução de Maria Amélia Neto

Monday, June 26, 2006

Da vaidade

"A altura é agora propícia, como ele pensa,
A refeição acabou, ela está cansada e aborrecida,
Tenta captá-la com carícias,
Que não são repelidas, embora não sejam desejadas.
Excitado e decidido, ataca de repente;
As suas mãos pesquisadoras não encontram defesa;
A vaidade dele não exige retribuição
E toma a indiferença por bom acolhimento."

in 'A Terra sem vida' ('The Waste Land'), T.S.Eliot, tradução de Maria Amélia Neto

Sunday, June 25, 2006

Um filme que é muito bom, mas que um cinéfilo não o pode confessar em voz alta


Friday, June 23, 2006

12 angry men



Este filme é uma das maiores provas de fé na humanidade que eu já vi: um único homem (sim, eu sei que é o Henry Fonda!) consegue alterar o veredicto ligeiro de outros onze, recorrendo apenas à lógica e ao bom senso...

Thursday, June 22, 2006

Life is so fucking hard even when it´s easy (II)

Sinceramente, não me acredito na morte do Nate - é a segunda vez que o 'matam'. Mas se fosse, se for, verdade, não há pior situação do que a de Brenda. Raios, bastava ele ter morrido umas horas antes e tudo seria melhor para ela, que não teria sido abandonada. Ou melhor, teria - não há abandono mais definitivo do que a morte; mas ouvir que se vai ser abandonado é ainda pior.

Uma história da vingança


Cap.I - Sympathy for Mr.Vengeance


Cap.II - Oldboy


Cap.III - Sympathy for Lady Vengeance

Saturday, June 17, 2006

Um poema de que gosto muito num filme de que gosto muito (I)

Recomendado por Elliot (Michael Caine) a Lee (Barbara Hershey), a quem tenta seduzir, em 'Hannah e as suas irmãs' de Woody Allen. Bom fim de semana!

somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously)her first rose

or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully ,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;

nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility:whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands

e.e.cummings

Friday, June 16, 2006

(e agora uma pausa para falar daquilo que verdadeiramente interessa)

Hoje no Carrefour foi-me dito aque a Cristal Weiss foi "descontinuada". Era só a minha cerveja cerveja lusa preferida a seguir à Super Bock preta, vulgo stout. Raios! E tinham logo que mo dizer em economês: "foi descontinuada". Raios outra vez!

Thursday, June 15, 2006

King-Cusack

Li não sei onde que os escritores vivos com mais livros vendidos são Stephen King e Paulo Coelho. Nunca li nenhum deles, mas tenho em muito boa conta o primeiro, na inversa proporção em que tenho o segundo (umas croniquetas que ele escrevia na levista 'Livros' foram mais que suficientes para mim). A razão de não sentir por ele aquela antipatia snob que muito humanamente costumo sentir por autores de best sellers é simples: a minha cinefilia. Mais concretamente, três obras-primas da sétima arte que são baseadas em livros do escritor americano - 'The Shining' (Kubrick), 'Misery' e 'Stand by me/Conta comigo' (ambos de Rob Reiner, o saudoso genro de Archie Bunker n''Uma familia às direitas'). 'Conta comigo', que por um desses acasos da vida (4,99€ no Carrefour) adquiri recentemente, é mesmo um dos melhores filmes sobre a Amizade (com A grande, como diria o João Pinto) que vi desde que acabaram os westerns (a propósito - finalmente cheguei onde queria - descobri por lá num papel secundaríssimo o John Cusack).

Borges-Zurlini

O meu livro preferido nas noites de insónia (e um dos meus livros preferidos em qualquer altura) é o quarto volume das obras completas de Jorge Luis Borges. Abro-o ao calha e vou relendo o que Borges escreveu sobre livros e escritores, nomeadamente os prólogos que escreveu para uma colecção por si seleccionada de 100 obras imprescindíveis (devido à sua morte, só chegou a escrever 64). Os gostos de Borges, leitor ávido e de saber enciclopédico, eram muito diferentes dos meus - várias vezes fui comprar um livro devido ao que Borges sobre ele disse e depois fiquei desiludido. Há, por exemplo, um gosto especial do escritor argentino pelo fantástico (sintomática a sua escolha de 'A reliquia', de Eça) que não é o meu. Da mesma maneira, há imensos filmes de que gostei mais dos textos de Bénard da Costa sobre eles que deles próprios. Adiante. Um dos meus maiores prazeres nestas releituras é encontrar um texto sobre um livro que entretanto li e muito gostei, e de que já não me lembrava que Borges tinha escrito sobre ele. Aconteceu-me há uns anos com 'Pedro Páramo', que uma amiga me emprestou numa bela edição comentada, salvo erro das Ediciones Catedra, e do qual Borges afirma ser 'um dos melhores romances das literaturas de língua hispânica, e até da literatura' (não tenho a certeza, mas penso que esta frase até vem citada na capa da edição portuguesa entretanto lançada). E aconteceu-me recentemente com 'O deserto dos Tártaros', a obra-prima de Dino Buzzati que eu vergonhosamente desconhecia até a mesma amiga ma ter emprestado quando por cá saiu, há cerca de um ano. Borges, numa daquelas frases felizes em que é pródigo, diz-nos que as gerações vindouras não se resignarão a esquecer Dino Buzzati. Diz ainda algo que muito me surpreendeu - que este livro inspirou um 'belíssimo filme de Valerio Zurlini'. Tendo-me eu em conta de cinéfilo (cof, cof!), nunca houvera na minha vida ouvido falar, quanto mais conher!, em Valerio Zurlini. Procurei colmatar falha tão grave pesquisando sobre o realizador italiano na net, e tentei em ida recente a Londres obter o filme, mas nem sombra dele vi. Descobri-o entretanto na Amazon, e está na lista de prioridades - espero voltar aqui a falar dele. (à suivre)

Wednesday, June 14, 2006

Quiz

O que é que têm em comum 'Dr. Strangelove', 'Easy Rider' e...'Barbarella'?
Uma pista está aqui:

(É favor clicar na imagem e procurar o senhor de óculos escuros!)

E a resposta é...Terry Southern, o tal senhor dos óculos escuros que, imagine-se, escreveu o argumento dos três filmes.
Biografia completa aqui.

Tuesday, June 13, 2006

'The Proposition' - a questão

Gore Vidal, ao referir-se a um filme de que tenha sido argumentista (foi-o de 'Ben Hur' ou 'Suddenly, Last Summer', por exemplo), costuma dizer 'o meu filme X'. Quem achar isto estranho lembre-se que há uns anos atrás os filmes eram considerados mais um objecto do produtor ou da star que do realizador - Truffaut, com a sua famosa teoria do auteur, mudou esta visão de vez. Vem isto a propósito duma pergunta que amigos me têm feito nos últimos tempos: 'já viste o filme do Nick Cave?'.

Life is so fucking hard even when it´s easy

Milan Kundera escreveu que só o cómico nos revela brutalmente a insignificância de tudo: o trágico, oferecendo-nos a bela ilusão da grandeza humana, traz-nos uma consolação. Um bocado arrevesadamente, lembrei-me desta sentença ao ver um dos últimos episódios de 'Sete palmos de terra'. É que é fácil concordar com Kundera: por pior que seja o destino do protagonista de um grande romance (um daqueles do Cânone, digamos), geralmente podemos dizer que houve alguma 'grandeza' na sua vida - isto é, não a gastou a pensar nos problemas do emprego ou no preço das fraldas do filho. Classicamente suicidou-se devido a uma paixão que acabou mal. Precisamente o que gosto em 'Sete palmos...' é que não sendo propriamente uma série cómica, evita habilmente essa ilusão da grandeza humana e transmite ao espectador precisamente algo desta insignificância de tudo. O que eu quero dizer - e nem sempre é fácil tomar atalhos - é que me sinto mais próximo de alguns estados de espírito de personagens desta série que dos de qualquer filme que tenha visto desde há largos tempos. Um óptimo exemplo são os sentimentos da mulher de Rico em relação a este: ainda gosta dele, sente muita falta da vida que já tiveram, mas é incapaz de lhe perdoar, porque não consegue esquecer que ele a traiu. Não se suicidou, não fugiu dele, não lhe deu um tiro. Também não passou por cima e aceitou o mal menor que era ultrapassar a falta e tentar de novo. Aceita-o de volta a casa (porque tem necessidade de algo que não volta), mas apesar de não lho atirar à cara, é-lhe impossível esquecer o que ele lhe fez. Ela diz que espera um dia ultrapassar isso, ambos fingem acreditar nisso, mas nós sabemos que nunca ela o conseguirá. Porque as coisas são mesmo assim.
(*) O título deste post foi roubado a uma frase da mãe da Brenda para esta. Às vezes dou comigo a pensar que a mãe da Brenda, para além de a mais obviamente disfuncional, é a pessoa mais feliz desta série.

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